GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE INVESTIMENTO

O mercado da construção civil enfrenta dificuldades há muitos anos devido a práticas obsoletas e pouco competitivas, e várias empresas estão perdendo competitividade ao longo do tempo por não adaptarem suas formas de gerir os empreendimentos.

A aplicação da metodologia de Gerenciamento de Projetos no ramo da construção civil tem demonstrado resultados efetivos e duradouros nos mais diversos tipos de projetos, porém, muitas construtoras ainda resistem à mudança na sua metodologia interna e à modernização.

Especificamente, o que é um projeto?

É um conjunto de atividades temporárias, realizadas em grupo, destinadas a entregar um produto, serviço ou resultado únicos. Caso típico de projetos, segundo esta definição, são os empreendimentos da Construção Civil.

Assim, uma equipe de Gerenciamento de Projetos inclui pessoas que geralmente não trabalham juntas – algumas vezes vindas de diferentes organizações e de múltiplas geografias.

O Gerenciamento de Projetos da Construção é uma arte e uma ciência, e é algo que geralmente é difícil de se fazer sem um conjunto de processos bem definidos. É difícil porque é preciso se olhar para uma ampla gama de variáveis, e tentar prever que efeito cada variável irá exercer sobre o empreendimento durante seu ciclo de vida.

Por exemplo, um Gerente de Projetos deverá levar em consideração o seguinte:

– O clima.

– A disponibilidade de materiais, trabalhadores e prestadores de serviços para construção civil durante as várias fases do empreendimento.

– A disponibilidade de equipamentos-chave a serem locados ou adquiridos, como guindastes, máquinas e equipamentos.

– Eventuais alterações solicitadas por Arquitetos ou Clientes durante o ciclo de vida do empreendimento.

– Oscilações de custos.

– Eventuais atrasos no cronograma contratual em virtude de baixa produtividade das equipes.

Estas são apenas algumas variáveis a serem analisadas. As inter-relações entre essas variáveis ​​e o efeito que elas terão no projeto podem criar bastante complexidade no decorrer das obras.

Contar com uma equipe capacitada e processos bem definidos no âmbito do Gerenciamento de Projetos de Construção são ativos organizacionais, benefícios, vantagens competitivas que poderão colocar a empresa construtora bem à frente da concorrência, aumentando seu valor intangível frente ao mercado e junto aos clientes que precisam implantar seus empreendimentos dentro dos parâmetros definidos na fase de Análise de Viabilidade, ou seja: dentro dos custos, prazos, padrão de qualidade e entregando o escopo definido em contrato sem defeitos, erros ou omissões.

Serviços prestados pela TARGET:

  • Coordenação da Fase Pré-obra: Permissões, Licenças e Compatibilização de Projetos
  • Montagem do Book de Licitação
  • Coordenação de Licitações
  • Contratação – processo de RFI, RFQ, RFP, Análise e Equalização de Propostas
  • Elaboração de Contratos: Empreitada Global, Turn Key e Preços Unitários
  • Gerenciamento de Prazos e Custos
  • Gerenciamento de Qualidade e Escopo
  • Gerenciamento de Recursos Humanos
  • Gerenciamento de Compras
  • Gerenciamento de Riscos
  • Gestão e Coordenação de Empreitadas de Fornecimento
  • Medições de Serviços Terceirizados
  • Fiscalização de HSE
  • Supervisão de Ensaios, Testes e Start-up de Sistemas
  • Auditorias: Técnica e de Gestão
  • Implementação de Rotinas de Gerenciamento de Projetos em Ambiente BIM
  • Gerenciamento de Projetos em BIM

O GERENCIAMENTO DE PROJETOS DE CONSTRUÇÃO E O BIM

O BIM é mais que uma nova ferramenta digital para o setor de construção. O BIM representa um novo ambiente colaborativo no qual a equipe do projeto pode trabalhar (Dietrick, 2007). O fluxo de trabalho neste contexto se inicia com os arquitetos e engenheiros juntos ao proprietário e investidores, ainda na fase de concepção, mas quando totalmente utilizado, envolve toda a equipe do projeto, incluindo o contratado para a construção, a gerenciadora global do projeto e o usuário final do edifício. Com as ferramentas BIM disponíveis na atualidade, a indústria da construção civil está começando a fazer algumas mudanças muito fundamentais, não apenas na forma como os projetos de construção são “desenhados”, mas como são analisados, estimados / orçados, programados e gerenciados.

Você provavelmente já deve alguma noção a respeito das dimensões adicionais do BIM, desenvolvidas a partir da necessidade de adicionar funções de gerenciamento de tempo, custo e operação / ativos sobre o modelo BIM. Mas o que isso realmente significa para o seu negócio? Os objetos BIM componentes de um determinado projeto são a base para a inserção de informações utilizadas no processo de Gerenciamento do Projeto.

As dimensões 2D e 3D BIM não são difíceis de serem compreendidas, isto é, trata-se da evolução do CAD em duas dimensões (X,Y) para um de desenho 3D (X,Y,Z) estático, sem “inteligência”. Já o modelo BIM 3D é muito mais interativo, visualmente detalhado e útil, pois proporciona ao projetista uma série de ferramentas que elevam o modelo a um patamar jamais visto na Engenharia Civil. Com o BIM 3D pode-se sobrepor digitalmente vários projetos: arquitetura, estruturas, instalações, mobiliário, etc., o que proporciona a equipe de projetos uma poderosa ferramenta para análise de interferências e compatibilização de projetos. Além disto, para cada objeto componente do projeto são atribuídas uma série de informações elementares inerentes aquele objeto em questão: custo, prazo de execução ou instalação, fabricante, desempenho esperado, material de fabricação, relação com outros objetos, etc.

Com base nas informações contidas no modelo BIM 3D, nos movemos para a próxima dimensão: o Tempo, também chamada de 4D ou Quarta Dimensão. O 4D é onde as visualizações de planejamento e programação de construção acontecem. Agora estamos muito mais focados na logística, na utilização do espaço e nas fases de construção do projeto. Nesse estágio é crucial que os objetos contenham instruções passo a passo, conectores / nós com outros objetos e fases do processo construtivo, ou seja: estejam interligados por um Sistema de Precedências. Esta informação adicional auxilia o Gerente de Projeto a visualizar no ambiente digital como o edifício será realmente construído no mundo real, passo a passo. Ou seja, se faz a construção virtual do edifício e as diversas simulações necessárias para se determinar a melhor estratégia de gestão de tempo e cronograma para aquele projeto em questão, sempre com foco na redução de prazos e custos. Os objetos BIM estão neste estágio definidos para um mínimo de LOD 300-400 e eles contêm lógica de produto, parametrics e requisitos funcionais. Quanto mais detalhados forem os objetos BIM neste estágio, mais você poderá fazer com a 4ª dimensão. Se os objetos BIM representam a modelagem de construção real, o 4D pode programar e animar o sequenciamento da produção de forma gráfica, bastante atraente sob o ponto de vista visual. Além disso, dentro do 4D BIM, obras e equipamentos temporários, como guindastes, cercas e andaimes serão adicionados ao ambiente virtual à medida em que forem necessários.

Em seguida, temos o BIM 5D, dimensão do Custo. Na Quinta Dimensão o modelo BIM determina os custos do projeto. Para isto todas as informações de custos devem estar devidamente inseridas a cada objeto componente do projeto. Assim sendo, o modelo BIM, quando pronto e integralizado em suas diversas disciplinas já fornece, de forma automática, a estimativa de custos e listas de materiais de todo o empreendimento. Além desta “automação inteligente” do processo de orçamento na fase pré-obra, a empresa gerenciadora e o proprietário podem, ao longo do tempo, apurar diversas informações de custos incorridos à medida que o empreendimento avança em sua execução, como:

– Variação de Custos em qualquer ponto no tempo (projetado x executado).

– Índice de Desempenho de Custo

– Estimativa para Concluir

– Estimativa na Conclusão.

Tudo isto dentro de um ambiente gráfico extremamente atrativo, funcional e realista, onde a obra vai sendo construída no ambiente virtual e as estimativas sendo geradas de forma automática.